top of page
Thynk Unlimited (1)-Photoroom_edited_edited_edited_edited_edited.jpg

"Somente quando os homens se posicionarem

contra as atitudes de outros homens

é que veremos a real mudança acontecer."

— Aline Teixeira.

Cartilha MAF

Informação na palma da mão.

100% GRATUITA

Formato PDF

VENDA PROIBIDA

Desenvolvida e disponibilizada pela MAF para fins informativos.

Violência

contra as Mulheres

 

Por que incluir os homens nessa luta?

 

  • Porque mulheres estão sendo brutalmente assassinadas todos os dias.

  • Porque é hora de quebrar o silêncio que protege agressores, condena vítimas e perpetua a violência.

  • Porque precisamos de vozes masculinas — de impacto — para orientar e inspirar outros homens na desconstrução da mentalidade machista. Vozes inteligentes, coerentes, capazes e conscientes.

  • Porque a raiz do problema está no universo masculino e em um sistema patriarcal que ensina aos homens que eles têm direitos sobre as mulheres, sobre seus corpos e suas histórias.

  • Porque o patriarcado não fere apenas as mulheres.

  • E porque ao falar, construímos uma rede de informações e apoio que se entrelaçam, criando uma base sólida para o enfrentamento. Por meio dessa rede, ampliamos a consciência e instigamos o questionamento — não apenas por parte das vítimas, mas da sociedade como um todo. 

Os homens precisam falar.

 

A fala cura.

A fala liberta.

Conscientiza.

 

 

Por isso, é urgente disseminar a informação, inserir os homens nessa luta, desconstruir padrões tóxicos de comportamento e encarar de frente esse grave problema em toda a sua complexidade.

É hora de "desnormalizar"

o que tem sido considerado normal. 

Porque, enquanto

estamos aqui falando,

alguém está lá fora morrendo.

Ah, mas...

 

 "Nem todos

são iguais."

 

 

 

 "Nem toda denúncia

é verdadeira."

 

 

​"Feministas

são radicais!"

 

 

 

Se você pensa assim,

este projeto foi feito sob medida para você.

A MAF não se posiciona

"contra os homens"

como você pode estar imaginando. 

 

Pensar dessa forma é um reflexo do machismo que pode estar impregnado em você, fruto de uma cultura que ainda precisa ser desconstruída.

Por isso, a MAF faz um convite aos homens para que se juntem a nós

na luta pelo fim de comportamentos que não condizem

com uma sociedade evoluída e justa.

É responsabilidade de todos combater a violência contra as mulheres,

e os homens são parte fundamental nesse processo.

round-neck-tee-mockup-of-a-smiling-man-sitting-on-a-bridge-24532.png

"Nem todos são iguais!"

O Brasil é um dos países mais violentos do mundo. 

21,4 milhões
de brasileiras sofreram algum tipo de violência entre 2024 e 2025

Red Portrait_edited.jpg

Quase

50 mil mulheres

foram brutalmente assassinadas

no Brasil

nos últimos 10 anos

pelo simples fato

de serem mulheres.

 

 

50 MIL!

 

 

Em média 10 mulheres são assassinadas

todos os dias no Brasil.

Somos o 5º lugar no ranking mundial de Feminicídios.

 

 

 Para você ter uma ideia,

a cada 6 minutos  1 mulher é estuprada no país. 

 

 

Só nos primeiros quatro meses de 2024

foram registrados 21 mil casos de estupro no Brasil. 

 

 Meninas de até 13 anos

 lideram essa lista.
 

 

Crânio fraturado

e rosto desfigurado

após 6 minutos

de espancamento.

Agressor:

namorado.

​​​

As duas mãos

arrancadas

com golpes de facão.

Agressor:

marido.

​​

 

Esquartejada

e colocada

em uma mala.

Agressor:

marido.​

​​

Estuprada e morta

aos 99 anos.

Agressor:

um conhecido da família.

 

 

 

Órgão genital dilacerado,

estrangulada e morta

aos 3 anos.

Agressor:

pai.

Image by Peri Stojnic
 
 
Quantos
desses crimes
aconteceram
por silêncio?

 

 

A omissão

sustenta o sistema

que oprime.

Manter-se calado é escolher:

conivência ao invés

de coragem.

​​

Romper o modelo tóxico

de masculinidade difundido

em nossa sociedade

 é urgente. 

 

​​E se acontecesse

com alguém que você ama?

 

Imagine o que é para as mulheres viver em uma sociedade onde todos os tipos de expressões vulgares, machistas e violentas são aceitáveis e normalizadas.

 

Afinal, homem é assim mesmo. 

"Vou te mostrar o que é um macho de verdade!"

"Eu sei que você quer!"

"Andando com roupa curta,

tá pedindo!"

"Novinha e gostosa."

"Minha ex é uma vagabunda!"

 

"Se gritar, quebro a tua cara!"

 

"Minha mulher é louca!"

"Se se mexer, apanha!"

"Se não der pra mim,

não vai dar pra mais ninguém"

"Se contar para alguém, eu te mato!

"Se me deixar,

mato os seus filhos!"

 

 

 

Isso mexe com você? 

Talvez não.

 

Mas, veja bem,

isso não significa que você seja louco ou algo do tipo. 

 

Esse tipo de ameaça reflete, na verdade,

o problema profundo e sistêmico em que estamos imersos.

Os homens, em sua grande maioria, não se sentem tocados por expressões como essa,

e o motivo é simples: eles nunca as escutam.

 

Essas ameaças não são direcionadas a eles

enquanto caminham pelas ruas, transitam por outros ambientes ou estão em casa;

elas não os atingem, fazendo-os sentir medo, insegurança ou a sensação de estarem constantemente em risco.

 

Porém, é exatamente isso que acontece na vida das mulheres, todos os dias.

 

 

E quer saber a verdade?

Nós, mulheres,

vivemos com medo.

 

 

Temos medo de:

 Andar na rua e sermos atacadas. 

 ​Sair à noite e sermos atacadas.

 Estar em casa e sermos atacadas. 

Estar no carro e sermos atacadas.

 Passear no parque e sermos atacadas. 

Andar de metrô e sermos atacadas. 

 Andar de ônibus e sermos atacadas. 

​​

Viajar e sermos atacadas.

 Usar o banheiro do Shopping e sermos atacadas. 

Ir ao médico e sermos atacadas. 

 Ir ao hospital para parir nossos filhos e sermos atacadas. 

 

Namorar e sermos atacadas. 

 Casar com quem amamos e sermos atacadas. 

Sorrir demais e sermos atacadas.

 Pedir ajuda e sermos atacadas. 

 

Percebe a gravidade

do que estamos falando?

 

 

Por isso, e por tantos outros motivos,

não podemos mais tolerar o silêncio que persiste dentro do universo masculino.

 

 

Os homens precisam romper esse ciclo doentio

e se posicionar diante de um problema tão sério.

 

Dizer que

 "nem todos são iguais" 

é se esquivar de uma culpa coletiva,

que é, sim, de todos.

 

É ser conivente com uma realidade doentia e perversa.

É ser tão culpado quanto aqueles que cometem os crimes.

A única diferença é que quem se acovarda atrás da frase

"nem todos são iguais"

nunca vê o sangue derramado.

 

O resultado desse acovardamento coletivo?

 

Violência real

Estupro

Feminicídio

Violência de gênero


 

Mulheres...

Estranguladas

Esfaqueadas

Socadas

Queimadas

Desfiguradas

Silenciadas

a man with red paint on his face and hands_edited_edited.jpg

Homens Infantilizados,
Alienados e Violentos.

 
Agora,
veja como é recebida a mulher
que sofre violências em nossa sociedade. 

EU CONSIGO (44).png

 

 

 

 

Este é o reflexo de uma sociedade patriarcal que legitima,

banaliza, promove e silencia diante da violência contra a mulher.

 

 

A culpa é, mesmo que de forma inconsciente, 

 sempre atribuída à mulher. 

 

 

 

 Precisamos nos reeducar.

 

Nenhuma mulher quer ser agredida.

 

Nenhuma mulher quer ser assassinada.

 

Nenhuma mulher gosta de sentir medo.

 

 

 

 

Mas ainda precisam se explicar.

 

Por que permitiu?

Por que não reagiu? 

Por que casou?

Por que ficou?​

 
Basta!

Mude a forma de pensar.​

 Romper esse ciclo é necessário. 

 

Responda algumas perguntas.

​​
 

1. Você já disse alguma das frases mencionadas acima?

Se sim, está na hora de repensar as suas atitudes e falas. 

 

2. Quantos homens devedores de pensão alimentícia você conhece? Quantas vezes você desempenhou o seu papel de "homem" em defesa de alguma criança que não recebe suporte financeiro ou emocional de um genitor, confrontando-o?

 

3. Quantas vezes você viu homens rebaixando mulheres com comentários misóginos e atitudes inapropriadas? Quantas vezes você se levantou para defendê-las?

 

4. Quantas vezes você se sentou para tomar uma "gelada" com aquele amigo que não paga pensão, ou que não visita o próprio filho e ainda fala mal da mãe, que trabalha e sustenta sozinha a criança? Quantas vezes você se recusou a sentar nessa mesma mesa por discordar desse tipo de comportamento? Quantas vezes você  se posicionou e mostrou ao seu amigo que ele estava errado? Quantas vezes você foi um amigo de verdade e teve coragem para dizer: "Cara, você tá errado!"

 

5. Quantos homens já lhe contaram o que fizeram com uma mulher na cama? Quantas vezes você se recusou a escutar? 

 

6. Quantas vezes você ouviu homens chamando suas mulheres de loucas? Quantas vezes você sabia que os loucos eram eles, mas não fez nada?

O machismo está em tudo!

 

No seu, no meu, no nosso comportamento.
 
Na sua, na minha, nas nossas falas ou na falta delas. 

Só mais uma pergunta.

Agora que você chegou até aqui,

me diga uma coisa:

 

 

Você quer fazer parte

da mudança?

 

Se sim,

saiba que ela só começa

quando o silêncio termina.​​

Image by Oskaras Verbickas

Enquanto houver silêncio,
mulheres continuarão morrendo.


"Simples assim."

Quebre o Silêncio.

Image by Khaled Ghareeb

Violência
é um ciclo
vicioso.

Não dê continuidade.

Procure ajuda.
Quebre o ciclo!



Convite à transformação

 

 

 Olhe no espelho: 

reconheça que muitos homens se beneficiam de privilégios que sustentam a desigualdade.

Você pode elevar a voz quando ouvir uma injustiça.
 

 Intervenha: 


Defenda quem precisa de ajuda.
Repreenda o agressor.
Chame outro homem à responsabilidade.

 

 Seja exemplo: 


nas relações, no trabalho, na família —
seja símbolo de respeito.
Aja com empatia. Escolha igualdade.

 

 Participe da causa: 

una-se à luta por masculinidades saudáveis,
denuncie, apoie políticas e educação que transformam.

Nem todos somos iguais…

mas todos somos responsáveis.

 

 


 Isso é ser consciente. 
 

A hora é agora.
A responsabilidade é de todos.

Eu,
como homem,
o que posso fazer?

​​

  • Na roda de amigos, comece questionando posturas agressivas e degradantes em relação às mulheres. Não seja conivente com atitudes machistas e irresponsáveis. O silêncio é o principal inimigo dessa luta. Posicione-se e incentive a evolução do outro.

 

  • Não interrompa e nem desqualifique a fala de mulheres. 

 

  • Ensine o seu filho a respeitar meninas e mulheres. E a sua filha, a pedir ajuda quando necessário e a nunca se calar diante de alguma situação que a deixe desconfortável. 

 

  • Em casa, participe das atividades domésticas. Quem disse que limpar a casa, cozinhar, lavar e passar é tarefa exclusiva das mulheres? Divida as tarefas com sua companheira. É o mínimo! Afinal, a casa também é sua. Dar banho, vestir, alimentar, passear, proteger, ensinar, levar e buscar os filhos da escola também são suas responsabilidades. Desconstrua o pensamento machista enraizado em você. 

  • Nos relacionamentos, escute e respeite os limites e vontades do outro. 

 

  • Ao se divorciar, entenda que o divórcio não o exime da responsabilidade de pai. Proteja, eduque, sustente e seja um bom exemplo aos seus filhos. Evite brigas, pois as crianças absorvem tudo o que acontece e os danos são permanentes. 

  • Seja exemplo. Suas atitudes refletem o seu caráter.

 

  • Por fim, nunca parta para a agressão. 

 

 

Pense nisso...

 

Crianças e adolescentes expostos a cenas de violência entre os pais tendem a normalizar essa forma de relacionamento, e as consequências são devastadoras.

 

 
 
Sofrimento emocional 

 

A criança, impossibilitada de entender o que lhe acontece, tende a reprimir sentimentos e emoções. O que lhe causa grande dor e sofrimento ao longo da vida.

 
Atrasos no desenvolvimento 

 

Dificuldade de foco e aprendizagem que pode se estender por toda a vida.

 
Aceitação de agressões futuras 

 

A exposição a agressões faz com que haja a normalização das mesmas fazendo com que a criança, adolescente ou adulto aceitem ser agredidas.

 
Reprodução de relações agressivas na vida adulta 

É a perpetuação do ciclo da violência.

 

 

 

Assim como filhos, enteados e sobrinhos,

também idosos e outras pessoas próximas tendem a sofrer

com a violência presenciada.

 

 

 

 

Todos sofrem.

Todos perdem.

 


Conheça os tipos de violências contra as mulheres que estão previstas na Lei Maria da Penha. 

Você pode se surpreender.

WWW.MINHAALMAFALA.COM.BR

Entenda.

A violência doméstica pode se apresentar de diferentes formas, e todas configuram

 violação dos direitos humanos. 

 

 

 

Está na Lei

Violência contra a mulher é:

"qualquer ação ou omissão baseada no gênero, que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial". 

 

 

 

 

 

 

 

Repense o seu comportamento.

 

Não justifique

nem banalize

a violência.


Cada vida importa,

e cada mulher, cada criança,

cada adolescente deve ser protegido

de todas as formas de violência.

 

 

 

 

Toda pessoa que testemunhar,

souber ou suspeitar

de violências contra mulheres,

crianças e adolescentes

deve denunciar.

 

 

 

Não se cale.

 

Denuncie

Ligue 180

Fique por dentro.

 

Grupos Reflexivos

para Homens? 

Sim, eles existem! 

 

Voltados para homens que praticaram alguma forma de violência contra mulher, os grupos reflexivos são espaços para reflexão do tema. Por meio da metodologia dos Grupos Reflexivos, é possível desconstruir padrões agressivos e buscar formas mais saudáveis de se relacionar. Porque desconstruir o padrão de mentalidade tóxica é necessário.

 

 

Lei n.° 13.984/2020

 

Pouco se fala sobre a Lei n.° 13.984/2020 que prevê a obrigatoriedade de o agressor participar de grupos de reeducação e de reabilitação. No entanto, todos precisam saber que ela existe.

 

O programa de recuperação foi incluído à Lei 11.340/2006 Maria da Penha, com objetivo de coibir a violência contra mulheres e ampliar a proteção da mulher em situação vulnerável.

 

Assim, através da responsabilização, que tem como um dos objetivos a reflexão sobre o ato da agressão para tornar-se consciente, objetiva-se a ressignificação da masculinidade. Dessa forma, é possível disseminar a informação e ampliar a consciência para a desconstrução da cultura machista.

 

 

Mudar é possível.

 

Homens,

levantem-se.

A hora

é agora.

Informação é a mais poderosa arma

na luta da violência contra as mulheres.

 

💬 Compartilhe informações que salvam vidas

 Deixe um comentário ou compartilhe nossos textos — pode ser o primeiro passo para alguém perceber que não está sozinho(a).

bottom of page