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Cartilha MAF Mulheres

Informação na palma da mão.

100% GRATUITA

Formato PDF

VENDA PROIBIDA

Desenvolvida e disponibilizada pela MAF para fins informativos.

Mulheres

"O machismo está vivo

e perambula entre nós."

— Aline Teixeira

 

 

O problema é grave, e precisamos falar sobre ele. 

Por que precisamos falar sobre isso?

É muito simples.

​​

 

Porque precisamos admitir que mulheres são parte do ciclo que perpetua a violência contra as mulheres em nossa sociedade.

 

Claro que não podemos comparar àquela que ocorre de homens contra mulheres, muito menos em proporção, mas a violência praticada por mulheres existe. 

 

E o pior: de maneira pouco discutida.

 

Sem perceber,

estamos normalizando a violência

perpetrada pelas próprias mulheres.

 

 

 

É hora de "desnormalizar" o que tem sido considerado normal.

 

Desconstruir padrões tóxicos de comportamento e encarar de frente esse grave problema em toda a sua complexidade.

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A Violência
no Universo Feminino

 
''Vestida assim,
tá pedindo.''

É hora de repensarmos nossas falas.

 

Todos já vimos mulheres tendo atitudes e falas machistas a respeito de outra mulher, não é mesmo? Se pararmos para pensar, o machismo está tão presente no universo feminino quanto no masculino e a mudança desse cenário só depende de nós. 

 

 

Hoje foi com ela.

 

Amanhã pode ser

com você.

  • "Vestida assim, está pedindo!"

 

  • "A mulher dele tem cara de piranha."

  • "Amiga, você nunca vai conseguir um marido agindo assim."

  • "Eu avisei para se comportar."

  • "Divorciar? Você tá louca! Vai fazer o quê da vida?"

  • "Pensa nos filhos. Você não vai conseguir nada sozinha."

  • "O que você fez para ele te bater?"

  • "Mulher que sabe ficar quieta segura marido."​​

  • "Só conseguiu aquele trabalho porque é bonita."

  • "As feministas exageram!"

  • "Se você abrir a boca vai envergonhar a sua família."

 

 

 

Percebe como o machismo

está presente em falas comuns

do dia a dia?

 

Está presente em comentários sobre determinadas situações como aparência, vida amorosa e profissional ou até mesmo quando sugerem o desprezo pelas lutas de nossos direitos, como no caso do feminismo, que muitas acreditam ser "coisa de quem não tem o que fazer".

Repensar

nossas falas

é urgente.

 

​​​Pense nisso.

 

 

​​

 

Como identificar o machismo entre nós?

  • Quando uma mãe educa uma menina de maneira diferente da que educaria um menino, fazendo com que a filha sempre ache natural cozinhar, lavar a louça ou limpar a casa enquanto o irmão fica deitado, por exemplo, é uma atitude machista. 

  • Quando questionamos se outra mulher obteve êxito em sua carreira pela beleza e não pela competência, é uma atitude machista. 

  • Quando julgamos outra mulher pela quantidade de parceiros que teve, pelas roupas ou maquiagem que usa, é uma atitude machista. 

  • Quando questionamos nossa própria liberdade, é uma atitude machista.

"Mulheres, esqueçam a competição.

Não somos rivais, somos a revolução."

Eu,
como mulher,
o que posso fazer?

​​

 

  • Informe-se! A informação faz toda a diferença. 

 

  • Na roda de amigas, comece questionando posturas agressivas e degradantes em relação a outras mulheres. Não seja conivente com atitudes machistas e irresponsáveis. Sim, o machismo está entre as mulheres e o silêncio é o principal inimigo dessa luta. Posicione-se contra atitudes machistas presentes no universo feminino. 

 

  • Não interrompa e nem desqualifique a fala de outras mulheres. 

 

  • Converse com o seu filho e filha sobre o machismo. Crie-os para serem pessoas melhores.

 

  • Em casa, divida a tarefa de cuidar dos filhos, levar e buscar na escola, limpar, lavar, passar, cozinhar e fazer as compras com todos os homens da casa. Não faça tudo sozinha. 

 

  • Nos relacionamentos, não se diminua ou aceite humilhações, grosserias ou qualquer outro tipo de violência camuflada de "brincadeira". 

 

  •  Converse sobre o tema com familiares, amigas, vizinhas, colegas de trabalho e até mesmo com seus seguidores. Espalhe a consciência, pois a informação é nossa maior aliada. Use a sua voz!

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Convite à transformação

 

 

 Olhe no espelho: 

reconheça que muitas mulheres, em suas falas e atitudes, sustentam o machismo que nos mata.

Você pode elevar a voz quando ouvir uma injustiça.
 

 Intervenha: 


Defenda quem precisa de ajuda.
Repreenda o agressor(a).
Denuncie.

 

 Seja exemplo: 


nas relações, no trabalho, na família —
seja símbolo de respeito e de força.
Aja com empatia, amor e razão.

 

 Participe da causa: 

una-se à luta pelo fim da violência contra as mulheres,
apoie políticas e educação que transformam,

falas que elevam, conscientizam.

Seja parte da mudança.

 Não tenha medo: 

 

seja a voz das que ainda não conseguem falar. 

 

Nem todas somos iguais…

mas todas somos responsáveis.

 

 


 Isso é ser consciente. 
 

 
E quando a violência
é praticada
por um homem?

Saiba o que fazer.


 

Sofreu alguma agressão?
Boletim de Ocorrência Online
 


Como registrar
pela Internet

 

A maioria dos estados brasileiros permite que a própria vítima de violência doméstica registre o Boletim de Ocorrência (BO) online de forma rápida e segura pela Delegacia Virtual, 24 horas por dia.

O registro tem o mesmo valor jurídico do presencial e pode incluir o pedido de medidas protetivas. 

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Fique por dentro
 

Acesso rápido.

Como denunciar
ou pedir ajuda.

 

Clique sobre a imagem para ampliar

Quando denunciar?
Quem pode denunciar?

Sempre que houver uma agressão.

 

Se você ouvir gritos, barulhos de briga, pedidos de socorro

na casa do vizinho, na rua, no bar, no shopping

ou em qualquer lugar,

 aja.

Qualquer pessoa pode denunciar.

As denúncias podem ser anônimas.

Falsas Denúncias

Da mesma forma que homens acusam indevidamente mulheres, há também casos em que mulheres acusam indevidamente seus parceiros ou ex-parceiros.

Em ambos os casos, as consequências são devastadoras.

Não brinque com coisa séria!

Fique por dentro

1

Machismo

O machismo é um sistema de crenças e comportamentos que promove a suposta superioridade do homem sobre a mulher, gerando desigualdade, dominação e violência de gênero.

2

Sexismo

O sexismo é o conjunto de preconceitos, estereótipos e discriminações baseados no gênero ou sexo de alguém, geralmente colocando um gênero

como superior ao outro.

3

Objetificação

A objetificação é a redução de uma pessoa à condição de objeto ou coisa. Trata-se de desumanizar o indivíduo, ignorando sua personalidade, sentimentos e dignidade para focar apenas em aspectos físicos ou utilitários.

Misoginia

Misoginia é o ódio, desprezo ou aversão profunda direcionada a mulheres e ao feminino. Manifesta-se através de comportamentos de discriminação, humilhação, objetificação e violência.

4

A maioria das mulheres não é atacada por desconhecidos,
mas por pessoas em quem

confiaram.

Como se proteger
nas ruas e em locais públicos

 

  • Não caminhe olhando para o celular. Uma mulher sozinha e desatenta é alvo fácil de predadores.

  • Atravesse a rua ao perceber carros suspeitos, como veículos com vidros escuros ou andando devagar demais.

  • Evite caminhar por ruas desertas.

  • Evite ambientes fechados, como banheiros, em locais públicos com pouco movimento.

  • Ao sair para se divertir, mantenha-se atenta. Não aceite bebidas de estranhos e não se afaste de seus amigos para conversar com pessoas que você não conhece.

  • Nunca aceite caronas de desconhecidos.

  • Use aplicativos de transporte com cuidado. Dê preferência para motoristas com pontuação máxima e muitas corridas. Sempre confira a placa e a foto do motorista antes de entrar no carro, e compartilhe a viagem com alguém de confiança.

  • Ao entrar no veículo, permaneça alerta.

  • No ônibus, afaste-se imediatamente se for importunada. Peça ajuda aos passageiros e avise o motorista. Se possível, combine com alguém para lhe esperar no ponto de descida.

E quando a violência

está em casa?

Uma piada sem graça, um esbarrão “sem querer”, pequenas discussões,

falas inapropriadas, vulgares, machistas, ciúmes, sobrecarga doméstica,

o grito de um filho, ou até um familiar que diga: “você não é a única”.

Tudo isso são formas de violência normalizadas por nós, mulheres, e pela sociedade patriarcal em que vivemos.

Não permita, nem normalize a violência.

Converse com as pessoas sobre o que acontece com você. Compartilhe informações sobre o tema da violência contra as mulheres.

​​

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Fique por dentro
 

Como, quando e quem pode solicitar
Medida Protetiva

Entenda

1

Medida Protetiva

Como solicitar

 

  • Na Delegacia de Polícia: Você informará quais os fatos que colocam sua integridade em risco.

  • Outros Órgãos de Defesa da Mulher: Além da delegacia, outros órgãos especializados, podem orientar e apoiar a vítima no processo de solicitação de medidas protetivas. Como o Ligue 180, por exemplo.

  • Por meio de um Advogado: Caso a vítima prefira, o pedido de medida protetiva também pode ser feito por um advogado de sua confiança, através de uma petição judicial.

2

Medida Protetiva

Quando solicitar

 

Uma medida protetiva cabe sempre que houver violência doméstica e familiar contra a mulher, conforme estabelecido pela Lei Maria da Penha, e a vítima se sentir em risco físico, psicológico, sexual, moral ou patrimonial.

 

Não é necessário que haja lesão física; basta a existência de ameaça ou atos que causem medo, sofrimento ou restrinjam a liberdade.

3

Medida Protetiva

Quem pode solicitar

Toda mulher vítima de violência. Independente de renda, classe social, orientação sexual, cor ou grau de escolaridade. Toda mulher que estiver em situação de violência doméstica e familiar pode fazer o pedido de medidas protetivas.

 

É importante dizer que essa proteção legal, aplica-se ao gênero feminino, e por conta disso também protege as mulheres transexuais e transgêneros.

 

Ou seja, em termos gerais, qualquer mulher que esteja sendo violentada, no contexto doméstico e familiar, pode fazer uso desse instrumento legal.


Medida Protetiva
de Urgência

Quando solicitar?

Confident Professional Woman

Ata
Notarial

Por que é tão importante em casos de violência contra a mulher?

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Opções online para registro de provas em ata notarial

1

e-Notariado

Permite solicitar atas notariais digitalmente com a mesma validade jurídica de um cartório físico, utilizando certificado digital. O processo é rápido e pode ser feito inteiramente à distância.

Todo ato notarial online contará com videoconferência entre o requerente e o tabelião, e a assinatura da parte por meio de certificado digital.

2

e-Not Provas

É uma funcionalidade/serviço especializado do Colégio Notarial do Brasil dentro do e-Notariado. Serve para autenticar conteúdos da internet com fé pública de forma rápida e remota, garantindo que a prova não seja manipulada. 

Utiliza um navegador isolado (sandbox) para realizar a captura, sem risco de contaminação externa. As provas ficam armazenadas por 5 anos. 

Verifact

Transforma conteúdos do WhatsApp, Facebook, Instagram, Twitter (X), Telegram, YouTube, webmails, blogs e sites em provas digitais válidas para a justiça, sendo uma opção mais ágil para conteúdos digitais.

Atestada por órgãos públicos e com aceitação
por tribunais em todo o país

3

Atenção!

As plataformas e-Notariado e e-Not Provas são coisas diferentes, embora integradas.

O e-Notariado é a plataforma nacional oficial dos tabelionatos para atos digitais, enquanto o e-Not Provas é um serviço específico dentro dessa plataforma, focado na coleta e autenticação de provas digitais (prints, redes sociais, conversas) com fé pública. 

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Mulher com maquiagem laranja

Revenge Porn

Pornografia de Vingança

Woman Against Wall

Que violência é essa?

Destrutiva e Letal

Nem sempre a violência grita ou deixa marcas na pele.

Muitas vezes, ela silencia e fere onde não podemos ver.

Saiba mais sobre uma das formas mais cruéis de agressão.

Silenciosa, invisível e devastadora.

Violência Psicológica,
agora, dá cadeia!
 

O Artigo 147-B do Código Penal prevê pena de reclusão de seis meses a dois anos, além de multa, para quem causar dano emocional, diminuir a autoestima, controlar ações/crenças ou isolar a vítima por meio de ameaças, humilhações ou perseguição. 

Image by Lumière Rezaie

"Trauma Bonding"

Vínculo Traumático

O termo refere-se à ligação emocional entre a pessoa abusada e o abusador,

onde a alternância entre afeto e dor fortalece a conexão por meio do trauma.

Sedução, Manipulação
Perseguição e Destruição

Saber mais sobre essas táticas pode salvar a sua vida.

 

Não justifique

nem banalize 

a violência.


Cada vida importa,

e cada mulher, cada criança, cada adolescente

deve ser protegido de todas as formas de violência.

 

Toda pessoa que testemunhar, souber ou suspeitar

de violências contra mulheres, crianças e adolescentes

deve denunciar.

 

 

 

 

Não se cale.

Ligue 180

Scarf Adornment Portrait

FOG

Fawning
+

Tudo o que você precisa saber

em 3 cliques.

Entenda como esses dois mecanismos se reforçam.

Depressão Pós-Violência

Sim, ela existe!

 

 

A depressão pós-violência doméstica é uma consequência comum, caracterizada por tristeza profunda, baixa autoestima, isolamento e medo, resultantes do trauma, que podem evoluir para transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e ideação suicida. Mulheres vítimas apresentam maior risco de adoecimento mental, incluindo ansiedade e irritabilidade, sendo fundamental buscar apoio psicológico e jurídico especializado. 

Impacto na saúde mental e sintomas

1

Sintomas depressivos

Tristeza profunda, desamparo, desesperança, baixa autoestima e, em casos graves, ideação suicida.

2

Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

Reações intensas de ansiedade, revivência do trauma, isolamento social e comportamento de esquiva.

3

Mudança de Comportamento

Isolamento de amigos/familiares, abandono de hobbies e mudanças na rotina. 

A vítima chega a duvidar da própria sanidade.

  • Dificuldade em tomar decisões, medo constante e baixa autoconfiança, muitas vezes dificultando a saída do ciclo de violência.

  • Riscos de desenvolvimento de fobias, ansiedade e outros transtornos mentais.

Consequências a longo prazo
Precisa conversar?
Ligue 188

ou clique aqui

Centro de Valorização da Vida.


Em casos de 
depressão ou atentados contra a própria vida.


O que fazer?
Onde buscar ajuda?

 

Em casos graves, quando a pessoa atinge um estado depressivo crítico ou tenta tirar a própria vida, é necessário atendimento imediato. Saiba o que fazer.

  • CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde);

  • UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais;

  • Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita).

 

 

Ligue 188

Centro de Valorização da Vida – CVV

O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias.

A ligação para o CVV em parceria com o SUS, por meio do número 188, são gratuitas a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular.

Também é possível acessar www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail e mais informações sobre ligação gratuita.

Não desista.

Informação é a mais poderosa arma
na luta da violência contra mulheres.

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